Informatização da Justiça Eleitoral no Piauí

O primeiro passo para informatização da Justiça Eleitoral começou com o grande recadastramento nacional ocorrido em 1986, quando novo modelo de Título Eleitoral passou a ser utilizado, semelhante ao CIC da Receita Fedecomputadorral, cujo trabalho foi feito com o auxílio da DATAPREV- (Empresa de Processamento de Dados da Previdência Social ). Em seguida começa a informatização do cadastro eleitoral , sendo substituído os antigos arquivos, que ocupavam todo um andar do edifício-sede, onde funcionava o Setor de Cadastro, por, apenas, 09 (nove) pastas contendo as microfichas com a impressão de todos os dados do eleitorado piauiense e o acesso a esses dados era realizado por meio de um equipamento chamado leitora de microfichas, as quais podem ser vistas como o primeiro equipamento eletrônico adquirido pela Justiça Eleitoral.

Após, houve a substituição desse sistema por um modelo próprio de gerenciamento do cadastro pela própria Justiça Eleitoral, quando, então, foram instalados no TSE, os computadores RISC para armazenamento de todo o banco leitora de micro-fichasde dados da Justiça Eleitoral, por volta do início dos anos 90.

No Piauí, a primeira experiência com a informatização do voto ocorreu por ocasião da apuração da Eleições de 1988com o auxílio do Centro de Processamento de Dados da TELEPISA - Empresa de Telefonia do Piauí S/A. Em 1989 o TRE/PI recebeu do TSE 02 (dois) computadores 386 e ali iniciava a sua informatização, cujos equipamentos serviram para a totalização da primeira Eleição Direta, após o Regime Militar, sendo eleito Fernando Collor de Mello.
A totalização dessa Eleição era processada via digitação dos dados apurados manualmente pelas Juntas Eleitorais e encaminhados à Comissão Apuradora do TRE, onde eram digitados. Desapareceria, então, o antigo mapa de totalização e os dados totalizados no TRE eram retransmitidos ao TSE via "linha discada", contando ainda com um canal de voz e a assistência técnica era prestada pela EMBRATEL e por empresas terceirizadas pelo TSE.

Após 1989, começou, efetivamente, a implantação das primeiras etapas de informatização dos serviços eleitorais. Os formulários de Alistamento Eleitoral - FAE e FASE dos eleitores de todo o Estado passaram a ser digitados no próprio TRE. Como não dispunha em seus quadros de corpo funcional especializado foi necessária a contratação pelo TSE de empresa para prestação desse serviço, quando, então, a CTIS, começa a prestar serviços à Justiça Eleitoral, havendo, ainda, a necessidade de contar com a valiosa colaboração de servidores requisitados de órgãos públicos como: a Assembléia Legislativa, o Tribunal de Justiça, dentre outros.

Nessa época, a Justiça Eleitoral do Piauí já contava com mais de uma dezena de computadores. A partir de 1990 e até por volta de 1992, pelo menos 42 (quarenta e duas) Zonas Eleitorais já dispunham de computador e, nas eleições Municipais daquele ano, essas Zonas Eleitorais além de digitarem os seus próprios BU's, funcionaram como pólo de digitação dos resultado das 56 (cinqüenta e seis) Zonas Eleitorais ainda não informatizadas.

Com a informatização do voto através do uso da urna eletrônica, em 1996, a Justiça Eleitoral piauiense já havia acelerado o processo de informatização e todas as Zona Eleitorais do Estado já dispunham de, pelo menos 1 (um) microcomputador, adquiridos pelo próprio TSE via programa PNUD. No ano de 1996, a rede interna de comunicação da Justiça Eleitoral, ainda estava em fase de desenvolvimento, para o que foram adquiridos kits destinados a cada Zona Eleitoral, os quais eram composto de 01 microcomputador, 01 moden e 01 linha telefônica. Hoje, porém, todas as Zonas Eleitorais, além de contarem com equipamentos de informática de última geração, encontram-se interligadas à grande rede interna da Justiça Eleitoral, envolvendo todos os Estados da Federação e todas as Zonas Eleitorais do País.

Concluída a instalação da INTRANET, a Justiça Eleitoral vem modernizando dia-a-dia, seus serviços com emissão de Título Eleitoral on-line em todas as 97 (noventa e sete) Zonas Eleitorais do Estado, cuja missão fora concluída em 2002. A modernização da rede possibilitou o acesso TRE - TSE via rede framy-relay, e 21 (vinte e uma) Zonas Eleitorais do Estado estão conectadas ao TRE através de linhas dedicadas, enquanto 57 (cinquenta e sete) Zonas Eleitorais conectam-se ao TRE por linhas discadas e 19 (dezenove) por meio de antenas via satélite, (V-SAT) no caso as Zonas Eleitorais mais distantes e com dificuldades de comunicação com o TRE.

Com a implantação total, da urna eletrônica a partir de 2000, a Justiça Eleitoral criou 07 (sete) pólos de armazenamento de urnas, em pontos estratégicos do Estado, nas Zonas Eleitorais de Corrente, Floriano, Parnaíba, Picos, Piripiri, São Raimundo Nonato e Teresina onde se encontram armazenado o patrimônio composto de 9.233 (nove mil duzentos e trinta e três) urnas.

Fontes:
1. Intranet TSE: www.intranet.tse.gov.br - Jurisprudência - Centro de Memória - História das Eleições - COJURD - TRE-PI, Teresina, 09 de maio de 2005.
2. Do Livro: A Justiça Eleitoral no Piauí - Projeto Memória do TRE-PI. Obra organizada pelo servidor Paulo Gutemberg de Carvalho Sousa.
3. Documentos históricos do Arquivo do TRE-PI.

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