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Conheça a evolução da urna eletrônica ao longo de 30 anos

Desde sua criação, 14 modelos de urnas eletrônicas foram utilizados pela Justiça Eleitoral.

Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE - Modelos de Urna Eletrônica - UE 2022

Há 30 anos, a urna eletrônica se tornou uma importante ferramenta na democracia brasileira. Ao longo de três décadas, ela tem passado por evoluções e aperfeiçoamentos que garantem mais eficiência, segurança e agilidade no processo de votação. Através dela, a Justiça Eleitoral fortalece a confiabilidade do processo eleitoral, com recursos cada vez mais atualizados e tecnológicos que evitam qualquer tipo de fraude no momento do voto.

Desde sua criação, 14 modelos de urnas eletrônicas foram utilizados. A primeira eleição com o equipamento aconteceu em 1996, em mais de 50 municípios. Hoje, a votação eletrônica chega até as regiões mais remotas do país.

Confira a linha do tempo da evolução da urna eletrônica

1996

Primeiro modelo de urna eletrônica, com impressora de votos e teclado semelhante ao de um telefone, com telas escritas em braile.

1998

A urna passou a exibir a foto dos candidatos. A impressão do voto foi eliminada e foram criados mecanismos de fiscalização dos dados inseridos nas urnas.

2000

Primeira eleição totalmente eletrônica. A urna ganhou recursos de acessibilidade, como saída de áudio para fones de ouvido e sensibilidade tátil e audível no terminal do eleitor, além de sistemas para garantir a continuidade da votação em caso de falhas.

2002

Foi incorporado um módulo externo para impressão de votos, ampliando as possibilidades de auditoria. Também ocorreram a primeira cerimônia de lacração dos sistemas e o primeiro Teste de Integridade no dia da eleição, antes chamado de Votação Paralela.

2004

Foi criado o Registro Digital do Voto (RDV). Nesse mesmo ano, os códigos-fonte dos sistemas eleitorais passaram a ser disponibilizados para auditoria.

2006

As urnas receberam leitores biométricos e começaram os testes de identificação biométrica dos eleitores.

2008

A urna passou a utilizar o sistema operacional Uenux, baseado em Linux e desenvolvido pela Justiça Eleitoral. Também foi realizado o primeiro teste da biometria em três municípios.

2009 e 2010

Novos dispositivos reforçaram a segurança do hardware e da criptografia. Os disquetes foram substituídos por memórias USB. Em 2009 foi realizado o primeiro Teste Público de Segurança (TPS).

2011

O leitor biométrico foi aprimorado. Em 2012, aconteceu a segunda edição do TPS.

2013

Foram feitas melhorias no sistema operacional e na identificação biométrica.

2016

A urna recebeu maior capacidade de processamento, os boletins de urna passaram a ter QR Code. Neste ano também foi lançado o aplicativo Boletim na Mão e realizada a 3ª edição do TPS.

2020

A capacidade de processamento aumentou 18 vezes em relação ao modelo anterior. A urna ganhou tela sensível ao toque para o mesário, certificação criptográfica ICP-Brasil e um sintetizador de voz que anuncia o nome dos candidatos, ampliando a acessibilidade.

2022

O modelo mais recente manteve a base tecnológica da versão anterior, com melhorias no processamento, no design, na interação com o mesário por meio de teclado sensível ao toque e no reforço da segurança.

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