TRE-PI participa de evento sobre uso de inteligência artificial no Judiciário

Evento reuniu representantes do Sistema de Justiça para debater o uso da inteligência artificial na prestação jurisdicional.

Secretário de Tecnologia da Informação do TRE-PI, Anderson Lima, durante o IAJus 2026

O secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), Anderson Lima, participou do IAJus 2026 – Encontro de Integração em Inteligência Artificial do Judiciário. O evento ocorreu na última sexta-feira (24/04), na sede do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília.

O IAJus 2026 reuniu representantes do Sistema de Justiça para debater o uso da inteligência artificial na prestação jurisdicional. A participação do TRE-PI reforça o compromisso da instituição em se alinhar às estratégias nacionais de inovação e modernização processual.

"Participar do IAJus 2026 nos permite visualizar como as soluções de ponta podem ser adaptadas à realidade do Piauí, garantindo uma prestação jurisdicional mais célere e segura para os nossos eleitores", afirmou Anderson Lima.

A Justiça Eleitoral tem tido papel de destaque no desenvolvimento de ferramentas de IA. Durante o evento, foram apresentadas soluções como o Janus (TRE-BA), voltado à automatização de tarefas processuais, e o ChatTSE, focado no apoio à gestão administrativa.

IAJus 2026

O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, fez a abertura do evento. O ministro destacou que a inovação deve ser guiada pela ética e pela responsabilidade institucional, de forma que não substitua o juiz, mas lhe sirva de auxílio.

“A inovação, quando guiada pela ética e pela responsabilidade institucional, não substitui o juiz ou a juíza; antes, lhe presta um auxílio inestimável. Não enfraquece a jurisdição, fortalece-a; não compromete direitos fundamentais, mas contribui para a sua efetivação”, ressaltou o ministro.

O presidente do Comitê Nacional de Inteligência Artificial do Judiciário, conselheiro do CNJ Rodrigo Badaró, destacou que a IA passou a ocupar posição estratégica na gestão institucional. Segundo ele, o compartilhamento de soluções e a troca de experiências são essenciais para consolidar um Judiciário mais integrado.

“O tribunal que compartilha uma solução, o servidor que aponta um problema de implementação ou o especialista que levanta um risco que ainda não se via, estão contribuindo para a construção de um Judiciário inteligente, mais próximo do cidadão”, afirmou. Ele acrescentou que esta dinâmica permite o aprendizado sobre o que deu certo e, ainda mais, sobre o que não deu. “Nosso objetivo é discutir os caminhos que devemos trilhar para a construção de uma cultura institucional em que a tecnologia sirva à Justiça, e não o contrário”, observou o conselheiro.

Durante o evento, o CNJ lançou a nova versão do Sinapses, plataforma que funciona como um repositório nacional de modelos de inteligência artificial. Ela permite que ferramentas desenvolvidas por um tribunal possam ser compartilhadas e reaproveitadas por outros órgãos.

O encontro também contou com painéis temáticos dedicados à apresentação de iniciativas selecionadas de tribunais e conselhos. Os painéis trataram da visão do Sistema de Justiça sobre a inteligência artificial e dos desafios de sua implementação nos tribunais. As discussões enfatizaram que a IA deve ser utilizada como ferramenta de apoio à atividade jurisdicional, sem substituição do julgamento humano, além da necessidade de cautela quanto a riscos como erros e “alucinações” de sistemas generativos.

Também foram apresentadas experiências em andamento, com soluções voltadas à triagem de processos, à organização de acervo, ao apoio à elaboração de minutas e à automatização de tarefas.

Com informações do CNJ. 

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